Orçamento

Tesoura metálica ou de concreto?

Chegou a hora de fechar o telhado do galpão e aparece a pergunta: tesoura metálica ou de concreto? A Gemold fabrica os dois mundos — pilares e vigas de concreto e as tesouras metálicas da própria serralheria — e, para a cobertura, escolhe o metal. Este guia explica o porquê com honestidade: onde o metal ganha, onde o concreto tem mérito, e o que "mais resistente" realmente significa.

A gente faz — não terceiriza

Comece pelo que quase ninguém conta: no mercado, é comum a tesoura metálica ser terceirizada a um serralheiro externo, muitas vezes o de menor preço, sem controle de quem projetou, cortou e soldou. Na Gemold é o contrário — a tesoura sai da nossa própria serralheria, e nós a fabricamos, certificamos, rastreamos e fiscalizamos peça a peça. Ela entra no Gemold Quantum como qualquer outra peça da obra e é acompanhada do corte à montagem. Você sabe exatamente quem fez, como e quando — não um telhado de origem desconhecida.

Os dois precisam de aço

Aqui está o ponto que resolve o debate: concreto é fraco à tração — resiste a cerca de um décimo do que aguenta em compressão. Por isso a própria tesoura de concreto embute um tirante de aço no banzo inferior, para segurar o empuxo do arco. Ou seja, os dois sistemas dependem de aço para vencer a tração do vão — a diferença é distribuído × concentrado. A treliça metálica reparte essa tração por várias barras, cada uma conferível; o pórtico de concreto a concentra num tirante único, sem redundância. Se esse tirante falha, o arco se abre — é o cenário de colapso desproporcional que as normas de projeto pedem para evitar.

Leve, e por isso mais capaz na prática

Uma tesoura de aço pesa uma fração de um pórtico de concreto equivalente, e esse peso a menos se propaga por toda a estrutura: pilares mais esbeltos e fundações menores. É por isso que a treliça de aço é o sistema padrão no mundo para grandes vãos livres. E a montagem é exponencialmente mais ágil: com munck leve sobem muitas tesouras por dia; a de concreto, pesada, exige guindaste maior e um ritmo bem menor. Some-se a isso a ductilidade do aço, que deforma e avisa antes de romper, em vez de romper de forma súbita.

E o concreto, tem mérito?

Tem, e não escondemos: o corpo de concreto é incombustível, é mais rígido e o próprio peso ajuda contra a sucção do vento. Mas com honestidade: no fogo, a tesoura de concreto ainda depende do tirante — uma barra fina de aço, exposta —, que aquece e perde resistência rápido; e a NBR 14432 costuma dispensar o telhado de galpão de tempo de resistência ao fogo. Na umidade, as nossas tesouras são galvanizadas (90% das obras) e trabalham protegidas sob as terças e as telhas, sem contato com a chuva. Cada mérito do concreto tem, do outro lado, uma resposta de projeto.

Então, qual é "mais resistente"?

Dimensionados por norma, os dois atendem à mesma carga com o mesmo fator de segurança — ninguém "aguenta mais no papel". A tesoura metálica bem projetada vence em robustez (falha que avisa, sem um único elemento crítico), peso e montagem; o concreto, em fogo, rigidez e resistência ao vento. "Mais resistente" depende de resistente a quê — e, para o telhado de um galpão, a leveza e o modo de falha avisado pesam a favor do metal.

Perguntas frequentes

A Gemold é uma fábrica de pré-moldados de concreto. Por que, no telhado, usa tesoura metálica?

Porque fabricamos os dois — pilares e vigas de concreto e as tesouras metálicas da nossa própria serralheria — e escolhemos cada material para o que ele faz de melhor. Para o elemento que vence o vão da cobertura, o conjunto de peso, montagem, robustez e modo de falha pende para a treliça de aço, e é por isso que a produzimos aqui. Não é preferência de marca: é a solução em que confiamos mais para o telhado do galpão.

As tesouras metálicas são feitas por vocês ou terceirizadas?

São feitas por nós, na nossa própria serralheria — e isso muda tudo. No mercado é comum a tesoura metálica ser terceirizada a serralheiros externos, muitas vezes escolhidos pelo preço, sem controle de quem projetou, cortou e soldou. Na Gemold, nós fabricamos, certificamos, rastreamos e fiscalizamos cada tesoura, peça a peça. Como o resto da estrutura, ela entra no Gemold Quantum e é acompanhada do corte à montagem — você sabe exatamente quem fez, como e quando.

Afinal, qual é mais resistente: a tesoura metálica ou a de concreto?

Depende de "resistente a quê", e a resposta honesta é que nenhuma "aguenta mais no papel": as duas são dimensionadas por norma (o aço pela NBR 8800 e NBR 14762; o concreto pela NBR 6118) para atender à mesma carga com o mesmo fator de segurança. A tesoura metálica bem projetada não ganha em resistência de pico, e sim em robustez — deforma e avisa antes de romper, e não depende de um único elemento crítico. O concreto tem a seu favor a resistência ao fogo do próprio corpo, a rigidez e o peso que ajuda contra a sucção do vento. Quem promete um vencedor absoluto está simplificando demais.

O que é o tirante da tesoura de concreto e por que a treliça é mais robusta?

Muitos pórticos de concreto para telhado resolvem a tração do banzo inferior com um tirante de aço — uma única peça que segura o empuxo do arco. Numa treliça metálica, essa tração é distribuída por várias barras, cada uma dimensionada e conferível individualmente; já o tirante é um elemento sem redundância, cuja falha desequilibra o arco. Isso não quer dizer que "concreto desaba" — pórticos bem detalhados servem há décadas —, e sim que a treliça oferece caminhos alternativos de carga e um modo de falha mais previsível. É o mesmo princípio de robustez que normas de projeto pedem para evitar colapso desproporcional.

Por que a leveza da tesoura metálica importa? Ela vence vãos maiores?

Uma tesoura de aço pesa uma fração de um pórtico de concreto de mesma função, e esse peso a menos se propaga por toda a estrutura: pilares mais esbeltos e fundações menores, porque há menos carga permanente descendo até o solo. É também por isso que a treliça de aço é o sistema padrão no mundo todo para vencer grandes vãos livres — quanto maior o vão e o pé-direito, mais a leveza compensa. Os vãos que já executamos aparecem nas nossas obras.

A tesoura metálica monta mais rápido?

Exponencialmente mais ágil. A leveza muda a escala da montagem: com munck leve sobem muitas tesouras por dia, enquanto a de concreto, pesada, exige guindaste maior e um ritmo bem menor. Menos içamento pesado, menos tempo de obra e menos equipamento no canteiro.

E o incêndio? O aço não é pior que o concreto no fogo?

O corpo de concreto resiste bem ao fogo — é incombustível. Mas há um detalhe que costuma passar batido: a tesoura de concreto depende de um tirante de aço, em geral uma barra fina (8 a 10 mm), exposta e tracionada — e barra fina de aço perde resistência rápido no calor. Ou seja, o elemento que segura o arco é, ele mesmo, vulnerável ao fogo, e é o ponto crítico. Além disso, a NBR 14432 dispensa de tempo de resistência ao fogo os elementos de cobertura cujo colapso não comprometa a estrutura principal — caso da maioria dos galpões, verificado em projeto.

E a durabilidade e o vento? O RS é úmido e venta forte.

Sobre a umidade: em 90% das obras usamos tesoura galvanizada, justamente pelo clima do RS — e vale lembrar que a tesoura não fica exposta ao tempo: acima dela vêm as terças, e acima das terças as telhas, então ela trabalha protegida sob a cobertura, sem contato direto com a chuva. Com galvanização e essa proteção, a corrosão é bem controlada. Sobre o vento: um telhado leve resiste menos à sucção (arrancamento) que um pesado — por isso o contraventamento e a ancoragem entram no projeto exatamente para isso.